Será o fim do amor?

Olá a todos.

Hoje mais uma vez quero trazer para vocês um assunto muito importante: o amor. Sim, pode parecer repetitivo, mas é um assunto incansável e totalmente expansível em seus horizontes. Ainda mais nesta época de natal e fim de ano.

Fiz questão de colocar esse título, pois tenho percebido que muita gente por aí ainda acredita que amar é algo que vem dos sentimentos. Se eu sinto uma ligação com fulana, então eu a amo. Quando não sentir essa ligação, então foi porque deixei de amar.

Deixe-me estragar o "prazer" de vocês: se deixou de amar, então nunca foi amor. São João nos diz em sua primeira carta, no quarto capítulo, que Deus é amor. Dizer que o amor acaba é o mesmo que dizer que Deus acaba e que Deus morre... Então, meus queridos leitores, o amor nunca acaba. Acabou-se? Então nunca foi amor, você nunca amou de verdade.

Dizer que ama não é o mesmo que amar, assim como dizer que se importa não é a mesma coisa que se importar. Amar não é algo que vem de fora para dentro. Não é porque olhei uma mulher bonita que me atraiu bastante que eu estou amando. Não. Isso é paixão e paixão não é amor. Quando se vai traduzir a primeira carta de São Paulo aos Coríntios (capítulo 13), nós percebemos que em algumas traduções usa-se a palavra amor, em outras, caridade. Portanto amor é sinônimo de caridade, não de paixão. A paixão parte da beleza que vem do outro, o amor parte de nós, da nossa atitude, que é independente do que sentimos com relação ao outro. Amar é algo que vai de dentro para fora, na forma de atitude, de gesto concreto.

Viver a caridade é sair de si e olhar a necessidade do outro. Meus leitores amados, o dia que vocês conseguirem fazer isso (e eu me incluo nisso), deixando de ser escravos das próprias emoções, das próprias paixões, e decidirem pelo amor real, então poderão dizer com toda vontade: eu amo.

Na franquia dos filmes referente aos livros Jogos Vorazes, Em chamas e A Esperança de Suzanne Collins, percebemos a profundidade desse amor. <La vem SPOILER> Peeta e Katniss foram praticamente forçados a conviverem um com o outro nos jogos, dando carinho e apoio nas dificuldades. Eles aprenderam o significado do amor a partir daí. Não foi a paixão, não foi algo que surgiu de dentro deles, mas algo que foi crescendo aos poucos, à medida que era alimentado com pequenas atitudes de cuidado de um para com o outro.<Fim do SPOILER>

Você que pensa em se casar, não case com uma pessoa que considere separação como opção. Case-se com alguém que saiba lutar pela relação, mas, acima de tudo, seja você essa pessoa também. Porque é exatamente essa luta que se configura no amor. Não é uma luta de brigar, de espernear, de ameaçar. Não, não, não. É uma luta de cuidar, de zelar, de colocar azeite nas feridas, de dar remédio quando precisa, ou mesmo fazer um chá para curar da gripe. É lavar a lousa, abraçar quando chora e se alegrar com o sorriso. Isso é amar, isso é aprender a amar.

Espero que estes meus pensamentos, por mais limitados que sejam, tenha trazidos a vocês um pouco de reflexão e que os ajude a ver o que de fato é amar. Tenho esse sonho de ver no mundo mais pessoas que amam, do que pessoas apaixonadas. Porque a paixão que nasce do amor é frutífera, mas a paixão que nasce sem amor é víbora.

Fiquem na paz e fé em atitude!

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