Com os olhos nos céu

Com os olhos no céu fechado,
procuro respostas para os embalos.

Trovões para assustar encandeiam
as curiosidades dos que permeiam.

Orações, clamores, vozes.

No meio de tantos ferozes,
vejo uma só esperança.

Criança que nasce,
no berço d'ouro puro.

Ouro que não é do mundo,
mas do véu rasgado puro.

Remindo multidões,
calando corações.

Ele vem na Sua glória,
depois da Sua morte.

Fez ressuscitar,
não reencarnar.

E depois de elevado,
abre-se o céu para mostrá-Lo.

Vencendo o filho do mundo,
o Filho do Homem prepara:

Ovelhas à direita:
"Vinde, benditos de meu Pai,
tomai posse do Reino"

Cabritos à esquerda:
"Retirai-vos de mim, malditos!
Ide para o fogo eterno destinado ao demônio!"
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