RPG, jogos e vícios


Estive esses dias pensando, depois de ter recusado o convite de um amigo a um corujão, em uma lan-house, no que aqueles jogos representavam pra minha vida. Antes eu jogava e tudo, até mesmo R.P.G., mas desde que dediquei-me a conhecer mais a palavra do Pai e a Jesus, não conseguia mais ver significado nestas coisas.

Jogos de computador

Comecei, então, a fazer uma busca por sites cristãos que falavam sobre jogos de computador, jogos violentos e até sobre o vício que os jogos podem causar em nossas vidas. Então achei algo interessante no site de notícias da Canção Nova, escrito por Kleuton Izidio Brandão e Silva, psicólogo. Reproduzo aqui um trecho:
<<Talvez se possa ainda argumentar que alguns jogos não são em si negativos. Trazem simulações de situações que, se bem aprendidas, têm uma contribuição significativa para dar a situações da vida real em que também se observam diversos problemas, que pedem soluções. Muitos desses jogos surgiram inclusive a partir de programas simuladores de ambientes profissionais, sendo utilizados na formação de pilotos de avião, de automobilismo, etc. Mas nesses contextos, os jogos foram instrumento, e não uma meta, objetivo, ou refúgio.>>
O que quer dizer, então, que não necessariamente o jogo possa ser algo negativo, mas a forma como o utilizamos. Não se pode usar um jogo como refúgio, como vício, como um objetivo prioritário, quando na verdade é só algo irreal, mas que infelizmente, alguns deles, toma a mente para o vício e as enche de violência e práticas que simplesmente não nos são necessárias à vida.

Resolvi ir mais afundo, e encontrei uma pesquisa no site Ciência Hoje, através do blogue Revolução Jesus. Ela fala sobre o assunto em questão e o resultado é incrível. Segue abaixo uma parte da pesquisa:

Videojogos violentos afectam cérebro dos adolescentes
Os videojogos violentos estimulam nos adolescentes a actividade das regiões do cérebro ligadas às emoções e reduzem as respostas das zonas que comandam o raciocínio e o autocontrolo, segundo um estudo hoje publicado. “A nossa investigação sugere que jogar certos videojogos violentos pode ter efeitos diferentes, a curto prazo, nas funções cerebrais dos produzidos por jogar videojogos não violentos mas interessantes”, explica Vincent Mathews, professor de radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), principal autor do trabalho.>>
Mais a frente, o trabalho explica sobre um estudo feito com adolescentes e suas capacidades de concentração, depois de testes feitos com jogos violentos e jogos não violentos. O resultado: a capacidade de concentração daqueles que jogaram jogos violentos foi diminuída (vide matéria completa para mais detalhes).

R.P.G.
Ai entra uma pergunta: e jogos de R.P.G.? Eles não envolvem gráficos, mas envolvem a imaginação, que ainda é muito mais rica que as simulação no computador, apesar de alcançarem, a cada dia, avanços incríveis. Ou seja, pela lógica, se os jogos violentos "fazem" a cabeça, quando mais o RPG de mesa: Os jogadores se envolvem numa história que não é deles, às vezes até usando esse mundo imaginário como refúgio dos problemas que existem na vida real, o que retomo aquilo que coloquei na primeira citação acima. Digo isso com toda certeza, pois já fui narrador de RPG e sei como as coisas funcionam.

Fora que existe também o MMORPG, que são jogos criados para a interação de jogadores não em mesas de RPG, mas na internet. Assim como o RPG, os MMORPG's possuem lutas, guerras violentas, e a cada dia são criados jogos com efeitos mais realísticos, implementando as batalhas e vidrando mais os jovens, destruindo mais e mais a capacidade de raciocínio e autocontrole, revelados pela pesquisa acima.

Postagem atualizada em 14/10/2009 às 21:43
Achei um link muito interessante que fala muito bem, de forma explicadíssima, sobre os jogos de RPG. Segue direto do domínio Universo Católico.

Conclusão e Reflexão
Tudo que Deus fez é bom (Gênesis 1, 25) e Ele nos da a liberdade de usufruir de tudo que foi criado, menos do que é mau, pecaminoso ou nos leva a pecar (Gênesis 2, 16s). Por isso não creio que os jogos, no geral, sejam coisas ruins, pelo contrário, é uma maravilha que, através da Divina Ciência, nasceu na mente do homem (assim como o computador, os meios de comunicação, de transporte, entre outros).

As vezes,  não conseguimos enxergar que em tudo que existe temos dois lados: uma faca pode ser usada para cortar batata, ou para cortar alguém; um computador pode ser usado para pesquisar conhecimentos e jogar jogos que estimulem nosso raciocínio; ou para vícios e/ou coisas piores; a televisão pode ser usada para propagar o bem, ou o mal; e assim por diante.

E ai? Estamos usando os presentes de Deus para o bem (comer as frutas do jardim), ou para o mal (comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal, árvore da morte)?
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