Escolha

Minha mãe sempre me contava uma história que era a seguinte: "Na vida existem dois caminhos: o largo e o estreito. No primeiro, existe o pecado, a orgia, tudo é mais fácil. No segundo, espinhos, pedras, obstáculos difíceis de passar". Daí ela concluía: "O caminho largo é o caminho do mal e o caminho estreito é o do bem". Depois ficava aquela dúvida na minha cabeça: "Poxa, então qual o melhor a se seguir? O caminho do mal não é largo, fácil de passar? Que sentido teria passar por aquela brechinha que mal cabia-me entrando acochado e de lado?".

Foi ai que escutei uma homilia de um seminarista daqui da comunidade, isso creio que tenha sido no semestre passado (acho que por leseira minha não coloquei no blogue antes ). Ele falou a mesma história, mas com uma diferença significativa: No caminho largo, a medida que a pessoa se perde, se droga, ela tem o falso sentimento de melhora, mas quem está de fora claramente percebe que o caminho largo é só uma ilusão, visto que a medida que o indivíduo aprofunda-o, a estrada se estreita e aperta o pobre até sugar tudo o que ele tem de fruto, de amor, e até pode lhe ceifar a vida. Enquanto que no caminho estreito, a medita que vamos vencendo os espinhos, as topadas por conta dos obstáculos, nós aprendemos e o caminho vai se alargando até a porta do céu.


Acredito muito que os espinhos do caminho certo, a estreitura dele e os espinhos entrelaçados são todos colocados por nós mesmo, quando pecamos, mais um espinho, quando mentimos, mais um obstáculo. Por isso devemos fazer essa escolha tão importante e com entendimento. Não é olhar para a vida cristã e ver um caminho difícil de passar, mas sim ver a ver a paixão do Senhor e, a pedido dele pegar nossa cruz e usar nossas dificuldades como sobressalto para as coisas do alto e a vida eterna.


"Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (São Mateus 16,24)
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