Lectio Divina (Eclo 38, 27-30): o trabalho e a inteligência


Hoje a Lectio é a segunda parte da anterior: construindo um mundo melhor.

O autor mostra diversos exemplos de pessoas que se concentram em seu ofício e deixam de usar a mente, deixam de superar as próprias expectativas, vivendo uma espécie de trabalho automático, onde se usa tudo, menos a inteligência.

O primeiro exemplo é o do carpinteiro, que talham a sua madeira com perfeição, repetindo moldes pré estabelecidos e imitando artes já trabalhadas por outros. Ainda tem o construtor, que moldam a pedra e forma habitações e lugares que fazem parte de uma cidade. Eles trabalham afinco, dia e noite, mas tudo o que sabem fazer é isso. No dia que houver um desafio novo, se perderão.

Outro exemplo é o do ferreiro, que molda o ferro em armas e utensílios para animais e para a casa, como panelas e talheres. O barulho da forja e o calor da forja, segundo o autor sagrado, o ensurdecem. Tudo o que ele olha é o molde, pronto para formar mais um objeto.

Também há o oleiro, que molda com as mãos o barro e quebra sua resistência com os pés, fazendo-o girar no próprio eixo.

Não podemos nos deixar levar pelo ofício e parar de pensar como filhos de Deus. O trabalho é necessário, mas ele não deve fazer com que deixemos de ser quem somos, nem mesmo que deixemos de pensar, de usar os dons que Deus nos deu para bem viver todas as coisas.

Peçamos a Deus a graça de saber trabalhar, de saber lidar com o nosso ofício de cada dia, para que ele não roube nossa humanidade, nem mesmo nos furte de nossos familiares e pessoas que amamos. Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.
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