Lectio Divina (Eclo 38, 16-23): luto e alegria


A lectio de hoje traz dois pontos importantes: o luto e a tristeza.

Até antes do fim do versículo 17, o autor sagrado mostra que precisamos derramar lágrimas pelo morto, nos entristecer e compadecer-se. O luto é necessário para que nossa mente se acostume de que aquela pessoa já não faz parte mais das nossas vidas, embora ela esteja guardada em nossas memórias. Quando não há o luto, a pessoa sempre vai ressentindo aquela perda e isso a leva para a própria ruína.

Daí vem a parte onde o autor nos convida a nos alegrar. O tempo de luto, que é colocado nessa passagem como um ou dois dias, deve ser vivido, mas não podemos nos afundar na tristeza como se não houvesse um amanhã. Esse tempo pode ser diferente, pois depende mais da pessoa que passa por isso. Mas não podemos deixar que ele se estenda demais. Como está escrito na passagem: o morto não precisa da nossa tristeza e esta pode nos paralisar nos nossos afazeres diários. Uma vida triste é insuportável e esta é a causa de tantos suicídios. Uma pessoa que se mata não quer matar a si mesma, ninguém quer morrer de fato. O que ela quer matar é a dor da tristeza que sente.

Por isso, alegria! Ânimo! Deus tem um plano especial para cada um de nós, um plano de felicidade. Além disso, a morte de Jesus na cruz e ressurreição abriu as portas do céu, e podemos ter a esperança de que o ente querido que faleceu está em paz, mais perto de Deus do que nós.

Peçamos a Deus a graça de viver o sonho Dele para nós, de vivermos o nosso chamado e a felicidade que hoje mesmo podemos contemplar. Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.
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