Lectio Divina (Eclo 37, 7-15): Qual o melhor conselheiro?


A lectio de hoje vem tratar da confiança em conselheiros.

Todo conselheiro da conselho, mas há quem dê em interesse próprio. Por isso precisamos ter cautela ao ouvir e seguir conselhos de alguém. O autor sagrado é claro quando pede que vejamos a procedência do conselheiro, procurando saber das necessidades dele. Em quem estamos confiando? É preciso refletir e falar com o Senhor sobre isso.

Aquele que tem má intenção, diz para você seguir “o bom caminho” e de longe te observa cair. O autor sagrado faz uma lista de pessoas e situações onde não devemos pedir conselho. Quem olha para nós com desconfiança, quem tem inveja de nós, são exemplos de pessoas que não devemos pedir conselho, pois elas nos darão para a nossa ruína. Além disso, não devemos pedir conselhos para uma mulher sobre sua rival, um covarde sobre a guerra, um negociante sobre o comércio, um comprador sobre venda, um invejoso sobre gratidão, um egoísta sobre bondade, um preguiçoso sobre trabalho. Podemos notar que todas essas pessoas, pela sua posição na situação, poderiam influenciar negativamente no conselho que dariam. A partir daí, basta analisar as pessoas e situações que estão em nossas vidas para saber se podemos, de fato, pedir conselho a alguma delas.

Antes, segundo o autor sagrado, devamos pedir conselho a uma pessoa fiel, quem conhecemos como praticante dos mandamentos de Deus. Uma pessoa justa, íntegra. Uma pessoa que tenha a mesma disposição que temos em resolver o problema e que, se tropeçamos, ela sofre conosco, se compadece.

Por fim, o autor sagrado pede que confiemos nos conselhos do nosso próprio coração. Ele diz que a alma do homem frequentemente o avisa melhor do que sete sentinelas colocadas em lugar alto. Caso soubéssemos ouvir o que o Senhor diz em nosso corações através do Seu Espírito Santo, não precisaríamos de conselheiro, pois o Senhor o seria. Quantas vezes não sentimos dentro de nós que deveríamos tomar uma decisão, mas não tomamos por medo, insegurança e outras coisas? E logo depois, percebemos que deveríamos ter seguido o nosso coração.

Peçamos a Deus a graça de compreender Sua palavra que ecoa dentro de nós, para que sigamos Sua vontade, o melhor para nós, em todas as situações de nossas vidas. Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.
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