Lectio Divina (Eclo 37, 27-31): Autocontrole na vida


Hoje a lectio divina vem nos falar sobre o autocontrole.

O autor sagrado inicia nos chamando de filho, como se fosse o próprio Deus dizendo a nós, nos exortando de algo. Ele diz que devemos nos provar a nós mesmos durante nossa vida. Provar a nós mesmos pode significar nos colocar à prova, de tal maneira que passamos a nos conhecer e ponderar os limites. Autoconhecimento e autocontrole andam de mãos dadas. Um precisa do outro. Ninguém pode controlar as próprias ações, se não conhece suas próprias qualidades e defeitos, que pode lhe fazer erguer ou cair. Desta maneira, sabendo o que é ruim para nós, não devemos nos conceder. Devemos nos afastar de tal caminho, buscando o que é digno.

Nem tudo convém a todos, nem todos gostam de tudo. Não podemos tratar a todos de modo isônomo. O que eu falo para uma pessoa, pode não ser bom para outra pessoa. O que eu faço pode ser construtivo para um e destrutivo para o outro. Precisamos procurar um meio termo, não falando o que não devemos, mas não deixando de falar.

O autor também nos exorta de que não devemos ser insaciáveis de prazeres. Aqui ele exorta especificamente sobre a comida, sobre o paladar, mas acredito que isso se encaixa em todos os prazeres da vida. Uma pessoa insaciável de prazeres nunca conseguirá se sentir feliz. Quanto mais tem, mais ela quer. Já uma pessoa que busca se contentar com o que tem, ela é feliz, pois consegue observar os grandes prazeres da vida ocultos nas pequenas coisas, nos pequenos gestos.

O abuso dos prazeres causa doenças, como diz o autor. No caso da comida, cólicas, dores abdominais. Mas outros prazeres podem causar vício, problemas emocionais e psicológicos. É preciso aprender ou reaprender a se sentir satisfeito com a vida que Deus nos deu.

Quem sabe se controlar, vive muito tempo. Quem não se controla, morre, seja perdendo a vida física neste mundo, seja perdendo a vida espiritual, tornando-se como um morto vivo: anda, como, fala, mas dentro de si está morto.

Peçamos a Deus a graça do autoconhecimento e do autocontrole, para que sejamos felizes, segundo a vontade do Altíssimo. Louvado seja o nome de Nosso Senho Jesus Cristo, para sempre seja louvado.
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