Lectio Divina (Eclo 36, 11-17): súplica a Deus pt.2


A lectio de hoje é uma continuação da anterior.

O autor sagrado continua a oração pedindo a Deus que tenha piedade do povo, que é chamado com o nome do Senhor e que o Senhor tratou como primogênito. Nós nunca podemos culpar Deus de nossos erros e pecados. O Senhor, ao contrário, esta sempre a nos amar, a nos guiar, a nos querer bem e nos levar à graça de estarmos com Ele. Mas estar com o Senhor é uma escolha.

Por isso o autor sagrado pede compaixão de Jerusalém, clamando que o Senhor encha Sião com os relatos das maravilhas do Altíssimo e o povo Dele com a Sua glória. Porque se nos lembramos do poder de Deus, da sua providência. Se fazemos memória de fé de tudo quando o Senhor fez e faz em nossas vidas, certamente não nos desviaremos por caminhos malignos.

O Senhor certamente cumpre Suas professias e faz aquilo que disse. Mas porque o autor sagrado pede que o Senhor faça o que Ele já faz? Certamente em tempos de crise, a fé das pessoas vacila e precisamos nos lembrar de quem é Deus em nossas vidas. Ele é aquele que faz maravilhas, que abre os caminhos e faz acontecer Sua preciosa vontade. O que nos dá esperança são os Seus sinais e prodígios realizados dia após dia, em pequena e grande escala. Da mesma forma o autor fala sobre recompensar aqueles que esperam no Senhor e que os profetas sejam dignos de crédito.

Por fim, o autor pede que o Senhor ouça a oração dos servos Dele, para que cada um reconheça a glória do Pai, segundo a bênção de Aarão, que pode ser lida em Números 6,22-27, ou escutada na Celebração.

Peçamos essa bênção de Deus, que seja derramada em nossas vidas e assim tudo seja santificado pelo nosso Pai, para que tenhamos paz. Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.
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