Lectio Divina (Eclo 30, 1-13): O filho mimado e o filho educado


Hoje o autor sagrado vem nos falar sobre a criação de filhos. Ele divide o texto em duas grandes partes. Na primeira fala sobre o filho que é educado e os frutos que os pais colhem disso e na segunda, trata do filho mimado e dos dissabores que carregam.

O autor começa logo falando sobre usar o chicote para açoitar o filho. A pergunta que não quer calar é: será isso certo? O autor sagrado estava sendo violento? Para responder a estas perguntas, precisamos olhar a realidade que está em volta de nós. Hoje temos filhos de um novo processo de educação onde se tirou todo e qualquer forma de educação por “açoite”. O resultado que tivemos disso foram crianças mimadas, que fazem o que querem e bem entendem. Elas não compreendem limites, regras não são seguidas. Isso é um passo para a marginalidade. O marginal é uma pessoa que escolher está fora da lei, fora da sociedade, por isso se chama “marginal”, porque está na margem da sociedade.

Muitas pessoas tentam defender os direitos dos que estão na margem da sociedade, vulgo marginais. Porém, será que elas estão certas em fazer isso? Estão certas em proteger o que escolheu um caminho de maldade e cruzar os braços quanto aos que sofrerem por causa deles? Bom, um reflexão sobre isso está além do escopo desta lectio, mas fica o questionamento para pensar.

A grande resposta é: o processo educativo que estão impondo à sociedade nas últimas décadas é falido. Os resultados mostram isso. A sociedade hipócrita criou uma lei chamada “lei da palmada”. Lei da palmada? Quer dizer que se uma pessoa dá uns tapinhas de leve em uma criança malcriada ela é presa? Isso está muito errado. Veja que existe uma grande diferença entre palmada e espancamento. No primeiro, não machuca a ponto de causar sequelas psicológicas. Uma criança pode levar uma queda, isso vai doer, mas ela vai aprender que se não levantar os pés direito, ela vai cair de novo. Já na segunda, você fere violentamente seu filho, a ponto de deixar marcas, sequelas físicas e psicológicas. Isso sim não acredito que deva ser feito.

É natural da vida aprender com a dor e precisamos ter consciência disso: ou seu filho vai aprender com você, ou vai aprender com o mundo e acredite: o mundo vai bater muitos mais violentamente do que sua palmadinha, talvez ele o bata tão cruelmente, que tire a vida dele. Então, melhor umas palmadinhas em casa, do que deixar seu filho se tornar um viciado na rua e ser assassinado por dívida de drogas, por exemplo.

O filho mimado é aquele que não sabe viver a vida. Teve tudo em suas mãos sempre. No dia que não tiver mais os pais, ele vai sofrer muito, não vai saber o que fazer, como desenrolar as coisas, como se organizar para cuidar de um lar, ser responsável nos estudos e no trabalho, etc.

Que aqueles que têm filhos possa pedir a Deus a graça de ser guiado pelo Espírito Santo na criação dos filhos e, quem não tem e pretende ter, peça a graça de ser preparado pelo Senhor, que é Pai e quis nascer em uma família, para ser um ótimo pai, uma ótima mãe. Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.
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