Pecado é pecado, ora bolas!

Certa vez conversava com um amigo sobre pecados e ele disse que essa história de pecado venial e pecado grave era invenção da igreja, que tudo era pecado e, portanto, perdoado na missa no momento do ato penitencial. Ele dizia que a igreja inventa muitas coisas, que não precisava nem mesmo se confessar com um padre. Apesar de ser um católico, ele só frequentava as missas, não serve na igreja e não se aprofunda na palavra de Deus e seus ensinamentos. Possuía atitudes de um amigo protestante, daqueles que julgam a igreja sem conhecê-la.

Na época certamente eu não sabia o que responder a este meu amigo, visto quê não tinha conhecimento necessário para dizer de onde a igreja tirou essa diferença. Mas certamente sei que a igreja nunca inventou nada, mas sempre foi desde sua concepção guiada pela palavra de Deus e pelo paráclito, prometido a ela por Jesus em João 14, 26.

Para você que entrou boiando no assunto, vou escrever-vos a diferença desses pecados:
Pecado venial: Um pecado de pequena escala, que não fere tanto as pessoas, a si mesmo e a Deus, mas que com certeza tem suas consequências.
Pecado grave: Um pecado pesado, que nos leva à inimizade com Deus. Sendo Deus a vida, então este tipo de pecado leva à morte. Portanto, não podemos comungar, visto que só temos comunhão com aquilo que vivemos. Aquele que comunga em pecado mortal é um mentiroso, porque mostra a todo mundo que tem comunhão com o corpo de Cristo, mas está em inimizade com Ele.
E onde encontramos essa diferença de pecado grave e pecado venial? Eis que encontrei a resposta na liturgia de hoje. Leia a Primeira Carta de João, capítulo 5, versículos 14 a 21 (1Jo 5,14-21). Leu? Está vendo a diferença? O escritor sagrado deixa bem claro que nem todo pecado leva à morte. Além disso, diz que devemos rezar pelos irmãos que estão em pecado que não leva à morte, mas não para os que estão em pecado que leva à morte.

Então sim: existe pecado venial e pecado grave. Digo mais: isso é bíblico.

Como nós sempre pecamos, mesmo por pensamentos (um tipo de pecado venial), então o paráclito inspirou o momento do ato penitencial, onde Deus nos perdoa através dele os nossos pecados leves para que, assim, tenhamos comunhão com ele e fiquemos aptos a comunga-lo.

Mas os pecados mortais, ditos graves, devem ser confessados segundo a ordem de Jesus para os apóstolos em João 20, 19-23, quando deu este poder a todos os que estavam à frente da igreja (e continua dando aos que estão à frente da igreja hoje).

Bom, espero que tenha ficado claro. Caso não tenha, podem mandar perguntas por aqui ou pela nossa página no facebook.

Fique livre também para nos mandar sugestões de conteúdo, de dúvidas que vocês possam ter sobre a igreja. Mesmo que não saibamos, podemos pesquisar e montar aqui uma postagem sobre o assunto.

Valeu galera! Fé em atitude para vocês!
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