Preconceito ou autodefesa?

Hoje quando estava passeando com a Mia, cadela daqui de casa, um senhor me chamou e começou a conversar umas coisas de filosofia. De repente, um cara passou na praça e a cachorra latiu feito louca querendo avançar. Ele estava sem blusa e era negro.
Comecei a lembrar de uma reflexão que tive uma vez sobre isso: Acho engraçado todo esse questionamento de preconceito daqui, preconceito dali, fobia daqui, fobia dali... A nossa essência foi feita para fugir ou agir contra aquilo que pode ser iminentemente perigoso para nós. Afinal, quando um corpo estranho, como um vírus ou uma bactéria, entra em nosso organismo, este se prepara para atacar e extirpar aqueles elementos. Isso, por acaso, é preconceito? Preconceito das nossas células para com o elemento estranho?
Voltando à nossa história do começo: a Mia, que obviamente não é humana, foi preconceituosa com relação ao rapaz que só estava passando? Ou ela percebeu, de fato, algo estranho nesse cara? Dizem que os cachorros são sensitivos, e não é pra tanto: eles possuem faro e olfatos bem mais aguçados que os nossos.
Sejamos lógicos: qual a real diferença entre preconceito e autodefesa? Até onde eliminar nossa autodefesa, por causa dessas ínfimas acusações de preconceito, pode ser perigoso para nós? Sinceramente, não sei responder bem a estas questões, mas fica a reflexão para todos.
Boa noite galera, fé em atitude!
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