Quem dera...

Quem dera as coisas fossem mais simples,
as pessoas descomplicassem,
ao invés de complicar,
quem dera fosse simples como nos sonhos e nos pensamentos.

Quem dera as crianças fossem respeitadas,
as pessoas às respeitassem,
ao invés de fazê-las como animais,
quem dera fossem as crianças meninos e meninas como nos reais contos.

Quem dera nós preferíssemos a verdade,
a rivalidade fosse da verdade,
ao invés de mentiras e falácias,
quem dera preferíssemos a verdade como o pulmão prefere o ar puro.

Quem dera não fôssemos tão alienados,
vivendo a ilusão de certos governos,
ao invés de lutar pela justiça,
quem dera estivéssemos tão ligados que ninguém conseguiria ser corrupto.

Quem dera os adultos fossem sábios,
silenciassem para aprender,
ao invés de gritar para impor ideologias,
quem dera fossem os adultos Jesus Cristo olhando da cruz com amor.

Quem dera o amor fosse amado,
quem dera as pessoas amassem,
ao invés de odiar dizendo que ama,
quem dera fosse amado como no casal que dá a vida um pelo outro.

Quem dera o texto fosse realidade,
e ele borbulhasse como um vulcão,
ao invés de ser olhado como um iceberg,
quem dera fosse o texto realidade e a ilusão, texto jogado na fornalha da lógica.
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