Por que precisamos de religião?


Ola galera, a paz de Cristo!
Hoje trago a vocês uma formação bem interessante que vem de uma pergunta que encontrei nas estatísticas do blog. Uma pessoa pesquisou, aqui dentro, assim: "Porque os homens precisão de religião?".
Fico feliz em saber que as pessoas procuram entender o porquê das coisas, ao invés de julgar e condenar. Pra começar, não podemos querer responder uma pergunta, sem antes entender o significado de cada palavra que a ela pertence. Então:

O que é religião?

Religião vem do latin "religare", que quer dizer "religar", "ligar de novo a Deus". Nós como seres humanos temos uma sede insaciável, e, constantemente, buscamos nos saciar com muitas coisas.
As vezes passamos a vida toda tentando saciar essa sede, sede de felicidade, e muitas vezes morremos sem tê-la saciado.
Ai que vem o religar, a busca de Deus, de alguém que é infinito e que, portanto, poderá saciar essa sede insaciável, já que só o que é infinito pode saciar o insaciável. Daí, podemos passar para a pergunta da formação:

Por que precisamos de religião?

Como nós acreditamos que seja o livre arbítrio? Será uma mão única, determinada, onde não temos o poder de escolher os nossos caminhos? Ou será uma mão dupla, onde nos são dados caminhos e nós podemos escolher, ou não, trilha-los?
Se nossa vida fosse completamente determinada, não existiriam pessoas que escolhem conhecer a Deus (e conhecer aqui tem um sentido amplo, significa fazer experiência) e pessoas que escolhem nem acreditar nele.
Mas, pensando bem, essa escolha de conhecer a Deus não é uma busca de Deus, ou seja, uma religião?
E, por outro lado, os que escolheram ficar longe Dele não precisam de religião?
A verdade é que nossa insacialidade não mudou. Crentes e não crentes necessitam suprir sua sede interior, afinal, o que acontece com um ser vivo que deixa de tomar água? Ele não morrerá?
Qual a diferença? Os que acreditam em Deus, buscam saciar essa sede com o infinito, com o que não acaba; enquanto que os não crentes saciam com outros coisas, como o sexo desenfreado, as drogas, as imoralidades midiáticas, dentre outros limitados e que perecem.
A diferença entre o alimento perecível e o não perecível é exatamente que o perecível se estraga com o tempo.
E quando acabar, para onde vai a pessoa? Tentar saciar-se com outro perecível? É o que muitas vezes acontece. Ficamos como macacos, pulando de galho em galho, e não nos fixamos na árvore que verdadeiramente alimenta.
Precisar ou não precisar de religião nos faz perguntar a nós mesmos: "com o quê devemos saciar nossa insaciabilidade?" Essa pergunta nos ajuda a responder porque precisamos ou não de religião.

Conclusão

Precisar ou não precisar de religião não é uma questão de querer, de controle mental, ou mesmo sinal de que somos incapazes, é muito mais uma questão de alimento psíquico, de contentamento humano, de aprendermos através da religião as coisas que fazem sentido e que nos trazem real felicidade.
É, voltando à questão da mão dupla, a parte humana que busca o transcendental.
Pra terminar, deixo-vos um questionamento que fica para outra formação: O que é uma boa religião? Quem tem poder e credenciais para criar a religião e a igreja?
Abraço a todos, fé em atitude pra vocês!
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